A primeira pergunta de quem cuida da operação, quando a energia cai no frigorífico, é quanto tempo uma câmara fria pode ficar desligada antes de o produto correr risco. A resposta muda com o tamanho da câmara, a carga guardada e quantas vezes a porta é aberta, mas a margem costuma ser curta.
Dá para ganhar tempo com cuidados simples, como manter a porta fechada, e para afastar o risco com um gerador do tamanho certo para o compressor. Vá até o final para montar o plano de contingência da sua planta em Cuiabá, Rondonópolis e região.
O que acontece com a câmara fria quando a energia cai
A câmara fria só segura a temperatura porque o compressor, os evaporadores e os ventiladores trabalham sem parar, tirando o calor que entra pelas paredes, pela porta e pelo próprio produto. Na queda, esse conjunto desliga de uma vez:
- O compressor para, e o ciclo de refrigeração deixa de tirar calor do ambiente.
- Os ventiladores dos evaporadores param, e o ar frio deixa de circular entre os paletes.
- O controle de temperatura e os alarmes ficam sem energia, se não tiverem bateria própria.
A partir desse momento, a temperatura da câmara fria sem energia começa a subir, num ritmo que depende do isolamento da câmara e da quantidade de produto guardado. Ela só para de subir quando a refrigeração volta.
Quanto tempo você tem antes de perder o produto
Quanto tempo a câmara fria aguenta sem energia varia de uma planta para outra, mas nos frigoríficos da região que atendemos ela perde o produto em poucas horas. O prazo encurta quando a câmara está cheia ou quando a equipe precisa abrir a porta durante a queda. Na diferença entre uma câmara e outra, contam principalmente quatro fatores:
- A temperatura de trabalho, porque a câmara de congelados e a de resfriados têm limites diferentes para o produto.
- O isolamento das paredes e o estado das vedações da porta.
- O volume de carga e a temperatura em que o produto entrou na câmara.
- A temperatura do ambiente em volta da câmara, que acelera a entrada de calor.
Para quem responde pela qualidade, a câmara segura o produto por algum tempo, mas raramente o bastante para cobrir uma queda longa ou uma manutenção da rede que se estende pela tarde. Contar com a sorte nesse intervalo põe o lote inteiro em risco.
Por que o frigorífico de Mato Grosso não pode depender só da rede
Em Rondonópolis, Tangará da Serra e Primavera do Leste, trabalhamos com plantas de processamento de grãos, operações de algodão e frigoríficos que funcionam sem parar. Nesses frigoríficos, a câmara fria faz parte da linha, e a produção e a expedição dependem dela o dia inteiro.
Uma queda de energia no frigorífico custa mais que o produto armazenado: a linha para, o carregamento atrasa e a equipe fica esperando a rede voltar. Se quiser colocar valor nessa parada, o post sobre como calcular o custo da hora parada mostra como fazer a soma.
Também existe a queda com data marcada, comum nos frigoríficos e nas indústrias de grão da região, quando a planta precisa ficar sem a energia da rede para a manutenção. Enquanto a equipe trabalha, é o gerador que mantém a câmara fria ligada.
A indústria de alimentos como um todo depende de energia contínua do mesmo jeito. O artigo sobre geradores na indústria alimentícia aprofunda o assunto para outras etapas do processo.
Como dimensionar o gerador para o compressor e a câmara fria
No gerador para frigorífico, o momento mais pesado é a partida do compressor da câmara fria, quando o motor dele puxa um pico de corrente para ligar. O cálculo considera esse pico, além da potência de cada equipamento.
Quais cargas entram na conta
- O compressor ou os compressores da câmara, com o tipo de partida de cada um.
- Os ventiladores dos evaporadores e dos condensadores.
- A iluminação interna, os controladores e os alarmes de temperatura.
- Outras cargas que você queira manter ligadas na queda, como a linha de embalagem ou a expedição.
Por que o cálculo pede engenharia
Um gerador menor que o necessário pode não segurar a partida do compressor, e um grande demais encarece a operação sem trazer ganho. Em Mato Grosso, o cálculo ainda considera que o frigorífico funciona sem parar. A nossa engenharia faz essa conta sem custo, a partir das cargas reais da sua câmara.
Quando o processo também depende de água gelada, o chiller entra no planejamento. Atendemos frigoríficos, indústrias de alimentos e hospitais com soluções de controle de temperatura que trabalham junto com o gerador.
Plano de contingência para a próxima queda de energia
Quanto mais coisa estiver decidida antes da queda, mais rápido a refrigeração volta e menor fica o risco para o produto. O plano de contingência cabe numa lista curta:
- Liste as câmaras e as cargas que precisam continuar ligadas, em ordem de prioridade.
- Defina se o gerador de energia para a câmara fria vai entrar de forma automática ou se a equipe fará a troca manual.
- Combine quem aciona o gerador e quem acompanha a temperatura das câmaras.
- Oriente a operação a manter as portas fechadas enquanto a refrigeração estiver parada.
- Agende as manutenções da subestação com antecedência, para que o gerador já esteja na planta no dia.
Energia de reserva para frigoríficos na região de Cuiabá e Rondonópolis
Se o seu frigorífico fica em Rondonópolis, Tangará da Serra ou Primavera do Leste, a distância até a nossa unidade fica entre 110 e 200 km. Ela está no Parque Nova Esperança II, na região sul de Cuiabá, a 17 km de Várzea Grande, e também atende a capital e a Baixada Cuiabana.
Depois do pedido, o equipamento fica funcionando em até 24 horas, e o nosso plantão 24 horas acompanha a sua operação. Porto Esperidião, General Carneiro e as cidades mais longe recebem a data de entrega na proposta. Sinop e o Norte de Mato Grosso ficam com a nossa unidade de Lucas do Rio Verde.
Para proteger a câmara fria, conheça o nosso aluguel de gerador para frigoríficos e indústrias da região de Cuiabá. Envie a lista de cargas, e a nossa engenharia calcula a potência sem custo.
Perguntas frequentes
Quanto tempo uma câmara fria pode ficar desligada sem perder o produto?
Depende do tamanho da câmara, da carga e do isolamento, mas nos frigoríficos que atendemos a câmara fria sem energia perde o produto em poucas horas. Cada abertura de porta encurta esse prazo.
Que tamanho de gerador uma câmara fria precisa?
O tamanho depende da potência do compressor, de como o motor dele parte e das outras cargas que você quer manter ligadas. A nossa engenharia faz esse cálculo sem custo.
O gerador entra sozinho quando a energia da rede cai?
Se a instalação tiver transferência automática, o gerador assume sozinho quando a rede cai. Sem esse recurso, a equipe da sua planta faz a troca de forma manual.
Posso abrir a câmara fria enquanto a energia está fora?
O melhor é manter a porta fechada durante toda a queda. Cada abertura deixa o calor entrar e encurta o tempo que o produto aguenta.






