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Dimensionamento de gerador para motor elétrico: como calcular a partida na indústria

Entenda por que a corrente de partida define o kVA do gerador, como o tipo de partida muda a conta e quais dados da planta enviar para o cálculo.
Frota da Tecnogera com gerador, chiller, caminhão e plataforma em galpão
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Quando um motor grande arranca, ele puxa por alguns segundos muito mais corrente do que no resto do turno. O dimensionamento de gerador para motor elétrico parte desse instante, e a potência exigida costuma ficar bem acima da soma das potências de placa dos motores da sua planta.

Esse pico muda conforme a forma como cada motor liga e a ordem em que eles entram. Leia até o final para ver como o tipo de partida mexe no tamanho do gerador e quais dados da sua planta a nossa engenharia usa nessa conta.

Por que a partida do motor define o tamanho do gerador

Para sair do zero, o motor elétrico precisa colocar a carga em movimento e ainda magnetizar o próprio circuito. É nesse arranque que aparece a corrente de partida. No nosso guia sobre como escolher o gerador de energia industrial, registramos que motores de grande porte podem exigir até sete vezes a corrente nominal, que é a corrente de trabalho informada na placa.

O pico dura poucos segundos, mas o gerador precisa entregá-lo sem deixar a tensão cair a ponto de desarmar os comandos do painel, os inversores ou o próprio motor. A potência de placa entra na conta como ponto de partida, e o restante depende de como cada motor arranca e da ordem em que as cargas entram.

kVA, kW e fator de potência: o que você precisa ter em mãos antes do cálculo

Na placa do motor, a potência aparece em kW ou CV, enquanto o gerador vem especificado em kVA. A conta em kVA inclui, além da energia que vira trabalho no eixo, a parcela que o motor gasta só para se magnetizar.

O fator de potência, impresso na mesma placa do motor, mostra quanto desse total vira trabalho, e quanto mais baixo ele for, mais kVA o gerador precisa entregar para mover a mesma carga. Numa planta cheia de motores de indução, é o kVA que conta mais na escolha do equipamento.

Para o cálculo, separe três informações de cada motor importante da planta:

  • Potência de placa, em kW ou CV, e tensão de alimentação.
  • Corrente nominal e fator de potência, que aparecem na placa ou no catálogo do fabricante.
  • Tipo de partida instalado no painel e como o motor trabalha ao longo do turno.

Partida direta, estrela-triângulo, soft-starter e inversor: como cada uma muda a potência necessária

Duas plantas com os mesmos motores podem precisar de geradores bem diferentes só por causa do painel, já que o método de partida instalado nele controla quanto do pico de corrente chega ao gerador.

Tipo de partidaComo age no arranqueEfeito na potência do gerador
Partida diretaLiga o motor com a tensão plena da redePede o maior pico de corrente e a maior reserva de kVA
Estrela-triânguloArranca com tensão reduzida e comuta para a ligação finalReduz o pico e alivia o gerador durante a partida
Soft-starterEleva a tensão de forma gradual por controle eletrônicoSuaviza o arranque e permite ajustar a corrente de partida
Inversor de frequênciaControla frequência e tensão desde a velocidade zeroMantém a corrente de partida próxima da nominal

O soft-starter e o inversor de frequência aliviam bastante o arranque, mas geram distorção harmônica na instalação. O gerador precisa estar preparado para esse tipo de carga, e nossa engenharia considera isso no cálculo.

Na sequência de partida, ligar os motores maiores um de cada vez faz o gerador enfrentar um pico por vez, e o equipamento pode ser menor.

O que acontece quando o gerador fica pequeno para a carga

Com um gerador abaixo do necessário, o problema aparece na primeira partida pesada. A tensão afunda, a frequência oscila e o motor pode não atingir a rotação antes de a proteção atuar. Numa linha automatizada, o efeito vai além do motor. A queda reinicia os controladores e para a produção em pontos que demoram a retomar com segurança.

No sentido oposto, o gerador grande demais trabalha com pouca carga a maior parte do tempo, gasta mais combustível e encarece a locação sem trazer retorno para a operação. O nosso post sobre gerador ou grupo gerador mostra as peças do conjunto, como motor, alternador e painel de controle, e quem responde pela carga.

Quais dados da sua planta a nossa engenharia pede para calcular a potência

Nossa engenharia faz o cálculo da potência sem custo para você. Quanto mais completo vier o levantamento, mais certeiro fica o equipamento indicado, então junte o que tiver destes itens:

  • Lista dos motores, com potência, tensão, corrente nominal e fator de potência.
  • Tipo de partida de cada motor e a ordem prevista de acionamento.
  • Demais cargas da planta, como iluminação, fornos, compressores e sistemas de TI.
  • Período de uso, ritmo de operação e se o gerador vai trabalhar isolado ou em paralelo.
  • Fotos das placas dos motores e do quadro de distribuição, se houver.

Com esse material, simulamos a partida dos motores maiores e chegamos ao kVA adequado, já com margem para a sua operação.

Dimensionamento para a indústria de Campinas, Sorocaba e Piracicaba

Nas fábricas da Região Metropolitana de Campinas, em cidades como Sumaré, Hortolândia, Indaiatuba e Americana, o gerador precisa dar conta de partidas de motor pesadas. Como as linhas automatizadas das indústrias automotiva e de transformação sentem qualquer oscilação de tensão, o dimensionamento de gerador para motor elétrico nessas plantas parte do arranque dos motores maiores. Já o data center da região pede outra conta, porque nele o equipamento precisa rodar sem interrupção.

Em Paulínia, a refinaria e a petroquímica trabalham em ritmo contínuo, com manutenção programada em data fechada. Se a parada obriga a cortar a energia que vem da rede, o nosso gerador segura o processo funcionando.

Seguindo pelo interior, a indústria de transformação e as usinas de cana de Sorocaba, Piracicaba e da Mogiana, entre 40 e 110 km da nossa unidade, passam pelo mesmo cálculo de partida dos motores. Mais longe, na região de Ribeirão Preto e Araraquara, entre 110 e 200 km, a usina usa o gerador na manutenção da entressafra. Ele também leva energia à operação em área rural, onde a rede é fraca ou não chega.

Nossa unidade fica no Terminal Intermodal de Cargas de Campinas, a 93 km de São Paulo, e o gerador fica funcionando na sua operação em até 24 horas. O plantão atende 24 horas por dia. Para Marília, Ourinhos e as cidades mais afastadas, o prazo de entrega fica combinado na proposta.

Se você precisa de gerador para a indústria da região de Campinas, envie os dados da sua planta e receba o dimensionamento da nossa engenharia. Para conhecer outros usos, veja também o aluguel de geradores para indústria.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre kVA e kW na hora de escolher o gerador?

O kW é a parte da potência que vira trabalho no motor, e o kVA inclui também a parcela que ele usa para se magnetizar. Por isso o gerador é escolhido pelo kVA, olhando o fator de potência da carga.

Posso somar a potência de placa dos motores para chegar ao tamanho do gerador?

A soma mostra quanto a planta consome com os motores já girando. Para chegar ao tamanho certo, a conta precisa incluir a corrente de partida, o tipo de partida e a ordem em que os motores maiores ligam.

O soft-starter ou o inversor de frequência reduzem a potência do gerador que eu preciso?

Reduzem, porque seguram o pico de corrente no momento em que o motor arranca. Em troca, o gerador precisa suportar a distorção harmônica desses equipamentos, e a nossa engenharia leva isso em conta no cálculo.

Que informações da minha fábrica eu devo enviar para calcular a potência?

Envie a lista de motores com potência, tensão, corrente e fator de potência, o tipo de partida de cada um, as demais cargas e o ritmo de operação previsto. Fotos das placas também ajudam.

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