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Risco energético da operação: como avaliar o da sua empresa antes que falte energia

Nem toda empresa tem o mesmo risco de faltar energia. Veja como avaliar o risco energético da operação usando dados públicos e três perguntas.
Geradores Tecnogera alinhados no pátio de uma planta, ao lado do transformador e da linha de distribuição que formam o ponto de entrega de energia
Na imagem, três grandes unidades de armazenamento de baterias nas cores branca e laranja da Tecnogera estão posicionadas sobre um terreno de cascalho ao entardecer. Cabos conectam cada equipamento a uma estrutura elétrica ao fundo, enquanto o céu colorido com nuvens é suavemente iluminado pela luz do fim do dia.
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Duas fábricas do mesmo porte, no mesmo estado, podem ter riscos diferentes de parar por falta de energia. Uma fica num trecho de rede com pouca interrupção, e a outra numa região de muitas ocorrências, com forno que leva seis horas para voltar ao regime.

Avaliar o risco energético da operação é o que transforma essa diferença em decisão de investimento. Acompanhe até o final para ver como medir esse risco com dado público e com três perguntas que a própria equipe responde.

Resumo executivo

  • A ANEEL publica, por município, quantas horas e quantas vezes por ano o cliente médio fica sem energia.
  • O risco energético da operação só vira número quando esse dado encontra a carga crítica mapeada e o custo da hora parada.
  • Alugar gerador se paga quando a hora parada custa mais que a mensalidade do equipamento.

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O que forma o risco energético da operação

O risco energético da operação é formado pelo encontro de três fatores: a qualidade do fornecimento na região, o que a operação não tolera perder e o custo de cada hora parada. Ignorar qualquer um deles distorce a conta.

A qualidade do fornecimento na sua região

A qualidade do fornecimento de energia é medida e publicada: cada distribuidora reporta à ANEEL quantas horas por ano o cliente médio ficou sem energia e quantas vezes isso aconteceu.

Esses dois indicadores de qualidade do fornecimento têm nome e regra própria: são o DEC e o FEC, definidos no Módulo 8 do PRODIST, que a ANEEL chama de Qualidade do Fornecimento de Energia Elétrica e publica por município e por distribuidora.

Esses números variam bastante entre cidades atendidas pela mesma distribuidora, o que faz do indicador do próprio município o passo mais barato de toda a avaliação, e quase ninguém consulta.

O que a sua operação não tolera

Carga crítica é tudo o que não pode desligar sem consequência, e o tamanho dessa lista varia muito de um lugar para outro.

Num hospital a carga crítica é evidente e tem norma própria, a ABNT NBR 13534, enquanto na indústria ela costuma ser um subconjunto pequeno e caro, com sala de servidores, sistema de controle, refrigeração de processo e bombas de segurança.

O erro comum é dimensionar contingência para a planta inteira quando o risco real está em 15% dela, ou o contrário, proteger só o escritório e deixar o processo exposto.

Quanto custa a hora parada

O custo da hora parada é o número que decide todo o resto, e ele soma produção perdida, matéria-prima descartada, retrabalho, mão de obra ociosa, multa contratual e o custo de religar o processo.

Sem esse número, qualquer discussão sobre investimento em energia vira preferência pessoal. Com ele, a conta se resolve sozinha: se a hora parada custa mais que o aluguel mensal de um gerador, a decisão está tomada.

Como avaliar o risco energético da operação em cinco passos

O roteiro abaixo cabe numa tarde de trabalho e não exige consultoria.

1. Levante o histórico do seu ponto de entrega

O ponto de entrega de energia é onde a rede da distribuidora termina e a instalação da empresa começa. Peça à concessionária o histórico de interrupção no fornecimento dos últimos 24 meses para a sua unidade consumidora.

Esse histórico mostra frequência, duração e causa, e é mais preciso que a média do município por se referir ao seu ponto de entrega.

2. Compare com o indicador público da cidade

Com o histórico em mãos, compare com o indicador da ANEEL para o município. Se a sua unidade sofre mais que a média, existe problema local, de ramal ou de rede, que pode ser tratado com a distribuidora.

Se sofre menos, o risco é menor do que a percepção interna sugere, e o investimento pode ir para outro lugar.

Esse comparativo é o dado que a Tecnogera pede antes de dimensionar qualquer locação, porque ele separa o problema de rede, que se resolve com a distribuidora, do risco que só um gerador cobre.

3. Mapeie a carga crítica

Liste os equipamentos que não podem parar, com a potência de cada um e o tempo máximo de interrupção que suportam, já que alguns toleram minutos e outros não toleram nem segundos.

Esse levantamento sai mais rápido quando parte do diagrama unifilar e do quadro de distribuição, que a ABNT NBR 5410 pede documentados em instalação de baixa tensão.

Esse mapa define o tipo de proteção: nobreak para o que não tolera piscada, gerador para o que precisa de autonomia, os dois em série para o que precisa dos dois.

4. Calcule o custo da hora parada por área

Fazer a conta por área, e não pela empresa toda, revela onde o dinheiro está, e costuma aparecer uma diferença grande entre o setor que a diretoria acha crítico e o que a planilha mostra como crítico.

5. Defina o nível de redundância elétrica

Redundância elétrica é quanto de reserva a operação mantém, e a escala vai de nenhuma, passa por gerador dedicado à carga crítica e chega a dois caminhos independentes de alimentação.

O regime de trabalho do gerador entra nessa escolha e tem classificação própria na ABNT NBR ISO 8528, que separa o equipamento de emergência daquele que roda como fonte principal da operação.

Cada degrau dessa escala custa mais e reduz mais risco, e a escolha certa é a que se paga com o custo da hora parada evitado, não a mais completa disponível.

Quando a energia temporária entra na conta

Nem todo risco identificado exige compra de equipamento, e a energia temporária resolve de forma mais econômica três situações que aparecem com frequência na avaliação do risco energético da operação.

Risco sazonal

O risco sazonal aparece quando a operação tem meses de exposição maior, como período de chuva forte ou pico de produção, e alugar durante essa janela custa menos que manter um ativo parado o ano inteiro.

Risco temporário

O risco temporário aparece em obra, ampliação de carga ou espera pelo aumento de demanda contratada com a distribuidora, e nesse intervalo o gerador cobre a operação sem imobilizar capital.

Risco recém-identificado

O risco recém-identificado é o que a avaliação acabou de revelar, com exposição alta e solução definitiva ainda a meses de projeto e instalação, e é nessa janela que a locação segura a operação.

A locação como resposta ao risco mapeado

A Tecnogera atende essas três situações com geradores, chillers, plataformas e torres de iluminação a partir de 28 unidades, com plantão 24 horas, e dimensiona pelo mapa de carga crítica e pelo regime da ABNT NBR ISO 8528, não pela conta de luz.

Basta informar a carga crítica, o prazo e a cidade para receber uma proposta.

Perguntas frequentes sobre risco energético da operação

Onde consulto o histórico de interrupção da minha região?

A distribuidora que atende o município publica os indicadores de qualidade do fornecimento e é obrigada a informar o histórico da sua unidade consumidora quando solicitado pelo titular da conta.

Qual a diferença entre segurança energética e continuidade operacional?

Segurança energética trata da capacidade de um país ou região garantir abastecimento, enquanto continuidade operacional trata de a sua empresa continuar funcionando quando esse abastecimento falha.

Toda empresa precisa de gerador?

Nem toda empresa precisa de gerador, porque ele só se justifica para quem tem carga que não tolera interrupção ou cujo custo de parada supera o custo da proteção, e a avaliação existe para responder isso com número.

Nobreak é suficiente?

Depende do tempo de interrupção, porque o nobreak sustenta minutos e serve para desligamento seguro ou para cobrir o intervalo até o gerador assumir. Interrupção de horas exige gerador.

Como sei a potência necessária?

Somando a carga crítica mapeada e considerando o pico de partida dos motores, que é várias vezes maior que o consumo em regime. É o cálculo que mais erra quando feito só pela conta de luz.

Vale mais alugar ou comprar?

A compra faz sentido em risco permanente e alto, enquanto a locação atende melhor o risco sazonal, temporário ou recém-identificado, e também os casos em que o capital tem uso melhor na atividade fim.

Interrupção curta danifica equipamento?

Interrupção curta pode danificar mais que a longa: oscilação e religamento automático castigam eletrônica e motor quando o equipamento é desligado e religado sem controle.

O que é ponto de entrega?

O ponto de entrega é a fronteira entre a rede da distribuidora e a instalação do cliente, e é ele que define de quem é a responsabilidade por cada trecho e serve de referência para o histórico de fornecimento.

Com que frequência refazer a avaliação?

A avaliação se refaz uma vez por ano, e sempre que houver aumento de carga, mudança de processo ou obra que altere a instalação.

A avaliação serve para negociar com a distribuidora?

A avaliação serve para isso e é um dos melhores usos dela, porque histórico documentado de interrupção é o argumento que sustenta pedido de melhoria de rede ou de mudança de ponto de entrega.

Conclusão

Risco energético da operação não é sensação, é conta, e se calcula com o histórico do seu ponto de entrega, o mapa da carga crítica e o custo da hora parada.

Feita essa conta, a decisão sobre proteger, alugar ou não fazer nada deixa de ser opinião e passa a ser aritmética, e é com ela na mão que a Tecnogera dimensiona a locação, em vez de vender potência a mais por precaução.

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