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El Niño e La Niña: quais são os impactos desses fenômenos sobre o setor elétrico?

Entenda como El Niño e La Niña alteram chuva, reservatórios e custo da energia no Brasil, e o que isso significa para a operação da sua empresa.
Reservatório de hidrelétrica com nível de água reduzido
Vista aérea de um rio azul com baixo nível de água, revelando margens de cor marrom-clara e rachadas. Alguns pequenos barcos estão atracados ao longo das margens. Ao fundo, avista-se uma barragem com linhas de alta tensão sob um céu limpo. A área parece árida, com pouca vegetação. Esta imagem é destaque no portal da Tecnogera, refletindo seu compromisso com soluções inovadoras para necessidades energéticas e projetos industriais.
Índice

O Brasil gera a maior parte da sua energia a partir da água. Isso torna o sistema elétrico brasileiro sensível a qualquer coisa que mude o regime de chuvas, e é exatamente isso que o El Niño e a La Niña fazem.

Para quem toma decisão dentro de uma empresa, esses nomes deixam de ser assunto de meteorologia quando aparecem na conta de energia e no risco de interrupção. Acompanhe até o final para entender o caminho entre um fenômeno no oceano e o custo da sua operação.

O que são El Niño e La Niña

Representação da variação de temperatura no Oceano Pacífico

Os dois são fases de um mesmo ciclo natural, ligado à temperatura da superfície do Oceano Pacífico.

  • **El Niño** ocorre quando as águas do Pacífico equatorial ficam mais quentes que a média
  • **La Niña** ocorre quando essas mesmas águas ficam mais frias que a média

Cada fase altera a circulação atmosférica e muda a distribuição de chuva pelo planeta. No Brasil o efeito não é uniforme: uma mesma fase pode trazer chuva em excesso em uma região e seca em outra, e é isso que torna a leitura mais difícil.

Os ciclos duram meses e se alternam sem periodicidade fixa. Entre um e outro existem períodos de neutralidade, quando o padrão climático fica mais próximo da média histórica.

Como esses fenômenos afetam o setor elétrico brasileiro

O caminho entre o oceano e a conta de energia passa por quatro etapas.

Regime de chuvas e nível dos reservatórios

Sistema de energia de reserva instalado em operação industrial
Barragem de usina hidrelétrica em período de estiagem

A geração hidrelétrica depende do que está armazenado nos reservatórios. Quando chove menos do que o esperado nas bacias das grandes usinas, esse volume cai. E não volta rápido: recuperar reservatório depende de uma temporada inteira de chuva, não de uma semana boa.

Acionamento das usinas térmicas

Usina térmica acionada para complementar a geração hidrelétrica

Com os reservatórios baixos, o sistema aciona as térmicas para completar a geração. Elas dão conta do fornecimento. Só que rodam com combustível, e isso custa bem mais caro.

Custo da energia para o consumidor

Medição de consumo de energia em operação empresarial

Esse custo maior chega às empresas por meio das bandeiras tarifárias e dos preços praticados no mercado. É nesse ponto que o fenômeno climático aparece na despesa da empresa.

Estabilidade da rede de distribuição

Linha de transmissão sob condições climáticas adversas

A fase de chuva demais traz o risco oposto. Temporal, vendaval e alagamento derrubam trechos da distribuição. Aí sobra energia gerada e falta energia entregue.

O que isso significa para a operação da sua empresa

Nenhuma empresa consegue prever com precisão qual será a próxima fase, nem por quanto tempo ela dura. O que dá para fazer é reduzir a exposição.

Tratar energia como custo variável, não fixo

Orçamento que trata energia como despesa fixa se descola da realidade na primeira mudança de bandeira. Acompanhar o consumo por período permite antecipar o impacto, em vez de descobrir na fatura.

Conhecer o próprio perfil de consumo

Sem saber quanto a operação consome e em quais horários, o planejamento fica no campo do palpite. Sistemas de telemetria acompanham esse consumo e mostram onde estão os picos.

Ter alternativa de fornecimento

Empresa que não pode parar precisa de resposta pronta para quando a rede falha. O motivo pouco importa, seja clima, seja qualquer outra coisa. Energia de reserva bem dimensionada cobre a interrupção do mesmo jeito.

Como isso aparece na prática

A relação entre água e energia aparece de forma direta no atendimento à SABESP, em que a Tecnogera forneceu uma usina termoelétrica movida a gás para o bombeamento de água entre reservatórios. É o tipo de operação em que a disponibilidade de energia e a gestão hídrica estão no mesmo problema.

Em óleo e gás, o atendimento a uma multinacional partiu do custo alto de energia em estaleiro, e a uma empresa estatal, da operação de distribuição de gás natural no Espírito Santo. Os três casos estão descritos na página de cases.

Planejar por temporada, não por evento

A vantagem desses ciclos é que eles são acompanhados e divulgados com antecedência por órgãos oficiais. Isso permite decidir antes, no período de menor demanda, em vez de contratar solução no meio da crise, quando o mercado está pressionado.

Não dá para saber a data nem a intensidade da próxima fase, mas o padrão do ciclo é acompanhado e divulgado. Isso já permite se preparar. A Tecnogera dimensiona soluções de energia a partir da carga real de cada operação, com geração em regime de espera, sistemas híbridos com armazenamento e acompanhamento de consumo por telemetria.

Se a sua empresa quer entrar na próxima temporada com o risco energético mapeado, fale com a equipe técnica e receba uma avaliação.

Perguntas frequentes sobre El Niño, La Niña e energia

O que é El Niño?

É a fase do ciclo em que as águas do Pacífico equatorial ficam mais quentes que a média, o que altera a circulação atmosférica e muda a distribuição de chuvas em várias regiões do planeta.

O que é La Niña?

É a fase oposta, quando essas mesmas águas ficam mais frias que a média. Também altera o regime de chuvas, com efeitos diferentes conforme a região.

Por que isso afeta a energia no Brasil?

Porque a maior parte da geração brasileira é hidrelétrica e depende do volume dos reservatórios. Mudança no regime de chuvas altera esse volume e, com ele, o custo e a segurança do fornecimento.

El Niño sempre significa seca no Brasil?

Não. O efeito varia por região, e uma mesma fase pode trazer chuva acima da média em uma parte do país e abaixo em outra. Por isso a leitura precisa ser feita por bacia, não para o Brasil inteiro.

Por que a conta de energia sobe nesses períodos?

Quando os reservatórios caem, o sistema aciona usinas térmicas, que custam mais para operar. Esse custo chega ao consumidor pelas bandeiras tarifárias e pelos preços do mercado.

Quanto tempo dura cada fase?

Os ciclos duram meses e não têm periodicidade fixa. Entre uma fase e outra existem períodos de neutralidade, com padrão mais próximo da média histórica.

Como uma empresa se prepara para essas variações?

Acompanhamento de consumo de energia por telemetria

Acompanhando o próprio consumo, tratando energia como custo variável no orçamento e mantendo alternativa de fornecimento dimensionada para as cargas que não podem parar.

Vale a pena alugar gerador só na temporada de risco?

Para operações com sazonalidade definida, costuma valer. A locação cobre o período crítico sem investimento em equipamento próprio, e o equipamento sai quando a demanda passa.

A Tecnogera atende demanda sazonal?

Sim. A Tecnogera trabalha com locação de geradores, sistemas híbridos com armazenamento e acompanhamento de consumo, com dimensionamento feito a partir da carga real de cada operação.

Como solicitar uma avaliação para a minha empresa?

Basta entrar em contato pelo formulário de orçamento informando o tipo de operação, a carga aproximada e o período de necessidade. A equipe técnica avalia e apresenta a solução adequada.

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