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Semicondutores: o que são, tipos e aplicações

Os materiais semicondutores apresentam nível intermediário de condutividade elétrica entre condutores e isolantes. O silício e o germânio são os mais comuns, sendo o silício mais explorado por sua ligação química mais eficaz. O arseneto de gálio...
Centralizado em uma placa verde, o sensor de imagem com vidro é rodeado por microchips e conectores.
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Índice

Semicondutores: saiba o que são, para que servem, tipos e aplicações

Os semicondutores são materiais com condutividade elétrica intermediária, ou seja, estão entre os condutores (como metais) e os isolantes (como a borracha).

Semicondutores são a espinha dorsal da eletrônica moderna, permitindo o controle preciso do fluxo de eletricidade em bilhões de dispositivos. Exemplos comuns de material semicondutor incluem o silício e o germânio.

Enquanto o silício está presente em quase todas as rochas, areias, argilas e solos na forma de sílica (dióxido de silício) e silicatos, o germânio é um elemento mais raro, encontrado em alguns minerais como a germanita e a argirodita, e também é obtido a partir do processamento de minérios de zinco, cobre e carvão.

Esses materiais são fundamentais para o funcionamento de praticamente toda a tecnologia que usamos hoje, desde smartphones e computadores até sistemas de energia e veículos. A capacidade de manipular a condutividade elétrica dos semicondutores os torna indispensáveis em diodos e semicondutores, transistores e circuitos integrados.

Para que serve um semicondutor?

Um semicondutor serve para controlar o fluxo de corrente elétrica de maneira precisa e eficiente. Sua principal função é atuar como um interruptor ou amplificador em circuitos eletrônicos, o que permite o desenvolvimento de dispositivos eletrônicos complexos e compactos, como os celulares.

Isso é crucial para a funcionalidade de componentes como processadores e memórias.

A condutividade elétrica dos semicondutores pode ser alterada por fatores como temperatura, luz ou a adição de impurezas, processo conhecido como dopagem de semicondutores.

Essa característica os torna versáteis e indispensáveis para criar componentes que executam funções lógicas e de processamento de dados em escala nanométrica.

Quais são os semicondutores?

Os exemplos de semicondutores mais conhecidos são:

Silício (Si)

É o material semicondutor mais amplamente utilizado, sendo a base para a fabricação de quase todos os circuitos integrados, microprocessadores e células solares. Sua abundância e propriedades elétricas estáveis o tornam ideal para a indústria de semicondutores.

Germânio (Ge)

Foi um dos primeiros materiais semicondutores explorados e ainda é usado em aplicações específicas, como em detectores infravermelhos e alguns tipos de transistores de alta frequência. O germânio oferece mobilidade de elétrons superior ao silício.

Arsenieto de Gálio (GaAs)

Este semicondutor composto é valorizado por sua capacidade de operar em altas frequências e temperaturas, além de gerar e detectar luz. É comumente encontrado em dispositivos de comunicação sem fio, LEDs e lasers.

Tipos de semicondutores

Existem dois tipos principais de semicondutores: os intrínsecos e os extrínsecos. A diferença fundamental entre eles reside na presença ou ausência de impurezas e em como essa característica afeta sua condutividade elétrica.

Semicondutores intrínsecos

Semicondutores intrínsecos são materiais semicondutores puros, sem a adição de impurezas. Neles, a condução elétrica ocorre devido à excitação térmica de elétrons, que saltam da banda de valência para a banda de condução, criando lacunas.

Entenda a diferença entre Banda de Valência e Banda de Condução

Banda de Valência: Imagine esta banda como a “casa” dos elétrons mais externos de um átomo em um material. Nela, os elétrons estão firmemente ligados aos seus átomos e não têm energia suficiente para se moverem livremente pelo material. Eles estão na sua energia mais baixa e estável. Para que o material conduza eletricidade, os elétrons precisam sair desta banda.

Banda de Condução: Esta é a “avenida” onde os elétrons podem se mover livremente. Quando um elétron recebe energia suficiente, ele pode saltar da banda de valência para a banda de condução. Uma vez na banda de condução, ele se torna um elétron “livre” e pode contribuir para a corrente elétrica, ou seja, conduzir eletricidade.

Quando falamos em lacunas, vale explicar sobre sua importância:

Quando um elétron salta da banda de valência para a banda de condução, ele deixa um “espaço vazio” ou uma “vaga” em seu lugar na banda de valência. Esse espaço vazio é o que chamamos de lacuna. A importância da lacuna é que ela se comporta como uma carga positiva “móvel”.

Imagina a seguinte situação: um elétron vizinho na banda de valência pode se mover para preencher essa lacuna, mas ao fazer isso, ele cria uma nova lacuna onde ele estava. Esse movimento de elétrons para preencher lacunas faz com que as lacunas pareçam se mover na direção oposta ao movimento dos elétrons.

Portanto, nos semicondutores, a condução elétrica não acontece apenas pelo movimento dos elétrons na banda de condução, mas também pelo “movimento” das lacunas na banda de valência. Ambos contribuem para a corrente elétrica e são fundamentais para o funcionamento dos dispositivos semicondutores.

Já a condutividade elétrica desses materiais é relativamente baixa e altamente dependente da temperatura: quanto maior a temperatura, mais elétrons são excitados e maior a condutividade. No entanto, suas limitações em termos de controle preciso os tornam menos úteis para a maioria das aplicações eletrônicas modernas.

Semicondutores extrínsecos

Semicondutores extrínsecos são criados através do processo de dopagem de semicondutores, onde impurezas são intencionalmente adicionadas a um semicondutor intrínseco.

Essa adição altera drasticamente suas propriedades elétricas, aumentando significativamente a condutividade e permitindo um controle muito maior sobre o fluxo de corrente.

Existem dois tipos principais: o tipo N, que possui um excesso de elétrons (dopado com doadores como o fósforo), e o tipo P, que apresenta um excesso de lacunas (dopado com aceitadores como o boro). Essa diferenciação é a base para a criação de diodos e semicondutores e transistores, essenciais para a eletrônica.

Aplicações dos semicondutores na tecnologia

As aplicações de semicondutores são vastas e abrangem quase todos os aspectos da tecnologia moderna. Eles são o cerne de dispositivos como diodos e semicondutores, que permitem que a corrente flua em apenas uma direção, sendo cruciais em retificadores e emissores de luz (LEDs).

Em eletrônicos do dia a dia, os semicondutores podem ser vistos em:

  • smartphones; 
  • computadores; 
  • televisores.

Nesses eletrônicos,  os microprocessadores e chips de memória são baseados em semicondutores e executam bilhões de operações por segundo. Na segurança energética, são vitais em inversores solares e sistemas de gerenciamento de baterias.

Desafios da indústria de semicondutores

A indústria de semicondutores enfrenta desafios complexos e crescentes. A escassez de matéria-prima, como o silício de alta pureza e outros elementos raros, é uma preocupação constante, impactando a cadeia de suprimentos global.

Eventos geopolíticos, como guerras comerciais, a exemplo as disputas tarifárias entre EUA e China, assim como as sanções econômicas a países produtores, como restrições à exportação de tecnologia, e conflitos regionais, que podem interromper rotas de transporte ou a produção em áreas estratégicas, assim como a crescente demanda por eletrônicos acentuam essa vulnerabilidade.

A produção em larga escala exige investimentos bilionários em fábricas de alta tecnologia e pesquisa e desenvolvimento, resultando em um setor altamente capitalizado.

A necessidade de inovação constante é outro desafio, com a busca por materiais ainda mais eficientes e processos de fabricação mais miniaturizados para atender às crescentes expectativas dos consumidores por dispositivos mais rápidos e potentes.

Os semicondutores no Brasil ainda enfrentam obstáculos significativos, principalmente relacionados à dependência tecnológica e à falta de um ecossistema completo de produção local, desde a matéria-prima até a fabricação de chips avançados.

Qual é a diferença entre um condutor e um semicondutor?

A principal diferença entre um condutor e um semicondutor reside na sua condutividade elétrica. Um condutor, como o cobre ou a prata, possui alta condutividade elétrica e permite que a corrente flua livremente com baixa resistência, devido à grande quantidade de elétrons livres em sua estrutura.

um semicondutor tem uma condutividade intermediária, que pode ser controlada e alterada sob certas condições, como a dopagem. Enquanto condutores são ideais para transportar eletricidade, semicondutores são essenciais para controlar e processar sinais elétricos, formando a base da eletrônica digital e de potência.

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