O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é o órgão responsável pelo controle centralizado de todas as operações e instalações de geração e transmissão de energia no Brasil. Sua missão principal é garantir a segurança e a continuidade do fornecimento de energia elétrica em todo o território nacional.
O papel do ONS durante a crise hídrica
Em períodos de estiagem e escassez de chuvas, o ONS assume um papel ainda mais estratégico:
- Elabora o Programa Mensal de Operação (PMO)
- Monitora em tempo real o nível dos reservatórios
- Emite alertas sobre a situação hídrica
- Coordena medidas para otimizar o uso dos recursos disponíveis
Medidas de contenção de crise
Diante da baixa capacidade dos reservatórios, o ONS pode adotar as seguintes medidas:
1. Redução controlada do fornecimento
- Implementação de rodízios programados
- Redução de tensão em horários de pico
- Ativação de termelétricas como complemento
2. Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC)
O ERAC é uma medida extrema que pode ser determinada pelo ONS, envolvendo:
- Desligamentos programados em regiões específicas
- Redução temporária de carga
- Ativação de geradores de reserva
Exemplo prático: Crise de 2015
No início de 2015, estados como:
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Minas Gerais
- Goiás
vivenciaram interrupções no fornecimento de energia que variaram de minutos a horas, como parte das medidas de contenção de crise.
Estrutura organizacional
O ONS atua sob a supervisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e trabalha em conjunto com:
- Concessionárias de energia
- Agentes de geração e transmissão
- Órgãos governamentais
- Comitês de monitoramento do setor elétrico
Planejamento para o futuro
Diante das mudanças climáticas e do aumento da demanda por energia, o ONS tem investido em:
- Diversificação da matriz energética
- Modernização do sistema de transmissão
- Implementação de fontes renováveis
- Aprimoramento dos sistemas de previsão e monitoramento
Essas iniciativas visam aumentar a resiliência do sistema elétrico nacional frente a desafios climáticos e de demanda.